sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Animação Cultural por Vilém Flusser

Ao ler o texto podemos extrair que a criação dos objetos deu-se para que esses nos servissem. A utilização dos mesmos seria de nosso controle e nos seriam escravos para suprir vontades e necessidades. Se olharmos para o nosso cotidiano, percebemos que afirmar que objetos são dependentes do homem tornou-se uma mentira. Vivemos por eles. A tecnologia alcançou proporções que quem a utiliza vira escravo de seus benefícios e se torna, claramente, um dependente da sua utilização. Carros, celulares, televisões e até objetos mais simples, como as lâmpadas e os talheres, tornaram-se essenciais e fundamentais na vida do ser humano. 
A mesa redonda, eu lírico do texto, se destaca e diferencia dos homens num ponto crucial. Ela permite que os demais presentes na discussão estejam em posições equivalentes e equidistantes, por possuir circularidade. Ou seja, mantém uma relação de igualdade, diferente de como fazemos com os próprios objetos. Consideramos-nos superiores e donos deles, mesmo quando, de certa forma, eles também nos utilizam. Há várias opiniões que circundam a relação “Homem-objeto”, mas sabemos que certamente existe uma dependência mútua entre esses: o criador e a criação. O criador, por um lado, possui algo que a criação carece: sentimentos, emoções, vontades e desejos. Mesmo quando a mesa-redonda se faz parecer um objeto com essas características humanas, elas, de fato, não existem para eles. No fim, concluímos que ambos precisam do outro e se fazem animações deles mesmos quando se existe a necessidade da dependência mútua, criando certo equilíbrio.