Ao ler o texto podemos extrair
que a criação dos objetos deu-se para que esses nos servissem. A utilização dos
mesmos seria de nosso controle e nos seriam escravos para suprir vontades e
necessidades. Se olharmos para o nosso cotidiano, percebemos que afirmar que
objetos são dependentes do homem tornou-se uma mentira. Vivemos por eles. A
tecnologia alcançou proporções que quem a utiliza vira escravo de seus
benefícios e se torna, claramente, um dependente da sua utilização. Carros,
celulares, televisões e até objetos mais simples, como as lâmpadas e os
talheres, tornaram-se essenciais e fundamentais na vida do ser humano.
A mesa
redonda, eu lírico do texto, se destaca e diferencia dos homens num ponto
crucial. Ela permite que os demais presentes na discussão estejam em posições
equivalentes e equidistantes, por possuir circularidade. Ou seja, mantém uma
relação de igualdade, diferente de como fazemos com os próprios objetos. Consideramos-nos
superiores e donos deles, mesmo quando, de certa forma, eles também nos
utilizam. Há várias opiniões que circundam a relação “Homem-objeto”, mas
sabemos que certamente existe uma dependência mútua entre esses: o criador e a
criação. O criador, por um lado, possui algo que a criação carece: sentimentos,
emoções, vontades e desejos. Mesmo quando a mesa-redonda se faz parecer um
objeto com essas características humanas, elas, de fato, não existem para eles.
No fim, concluímos que ambos precisam do outro e se fazem animações deles
mesmos quando se existe a necessidade da dependência mútua, criando certo equilíbrio.